____[AMO VOCÊS - um clichê bom pra valê.jpg]____

eu ouvi dizer que o melhor de nós são clichês. e logicamente eu assinei embaixo. por mais que a gente costume criticar os clichês, sempre vamos de encontro a eles. seja o amor, seja a arte, seja até a própria imaginação. ou você consegue pensar em algo que seja exatamente novo? na intenção de impressionar quem gostamos utilizamos velhas poesias, canções já ouvidas, batidas e que fazem parte do repertório de consquista há muitos anos. 'eu sei que vou te amar, por toda minha vida..' imitamos cenas de filmes, nos inspiramos em contos, nos livros. praticamente tudo já foi pensado. a moda, por exemplo. observe as vitrines hoje. são bolinhas, listras, nada que não nos arremese direto aos anos 60. ou que seja, ao maleiro da tua mãe. e eu aposto minhas moedas, que nem por isso você não irá dizer: 'nossa, a coleção dessa estação está linda..' e você vai desejar aquele vestido vermelho com branco rodadinho e as pulseiras plásticas coloridas ou o velho sapato mocassim, as boinas e aquela calça boca sino. vai achar que a 'nova' moda está toda criativa, bloqueando assim aquela parte do teu subconsciente que diz que as prateleiras das lojas hoje são cópias perfeitas do seu armário de ontem. a mesma coisa a música. você não levará um susto se perceber um CD da jovem guarda em meio aos 'psy trance' (independente de você saberer que diabo seja esse cidadão de nome estranho, mas supõe que seja um bom músico devido a quantidade de discos que 'ele' já lançou). menos ainda pensará que voltou no tempo ao flagrar o mesmo fazendo uns passinhos ridículos no meio da sala no ritmo de um yeah, yeah, yeah. você já se acostumou com essas retomadas. e particularmente acha tudo isso uma delícia. a moda é velha e conservou seu glamour. a jovem guarda fez sucesso e continua sendo apreciada. para EU TE AMO a mesma conclusão. a frase aí não vai sair de moda. ninguém dirá que amor hoje está mais que demodê. seja ela em, francês, italiano ou inglês. o fato é inegável. entra ano e sai ano, o amor está ali. nas menores causas. no recado brega escrito de giz na parede. vestindo, despindo, soando, arrepiando, fazendo arte, história, dramas, sendo o único imortal e até matando. não é mesmo uma questão de banalização. é combustível. é necessidade. simplesmente não existe viver sem. o amor sem dúvida é o que há de melhor em nós. em todos nós, acredite.

On March 28 2007 Edit







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