Asas azuis

É como se o mundo tivesse se fundido ao sol. A terra firme agora parece amolecida pelo calor que deveria apenas aquecer... mas derrete. Ele via um anjo. Asas azuis transmitindo amor vermelho vivo, de um coração que parecia apenas mais um desenho. Desenho seria apelido para tal pintura que é esse anjo. Confrontandoo equalitário, não percebia que afundava na terra mole e quente. Apenas via o anjo, num esplendor tão magnífico que ofuscava sua visão diante da realidade. Tolo, como sempre foi, perdia-se entre beleza e realidade, confundindo palavras com fantasia, associações com realidade, música com amor.
O anjo cantava as mesmas notas, numa harmonia perfeita as mesma músicas. E ele afundava. Sabia que afundava mas, não se importava, aliás, nem via por que via o que nãod everia ver. Via no anjo um salvador, um protetor. Via o redentor que banharia de luz seu passado triste na busca infinita do amor perfeito. Que de feito apenas se fez paixões e de amores, nada foi feito. Seletivo e compreensivo, nunca achou que procurava e via em quem não deveria procurar o que tanto buscou. Pequeno mundo doente e triste, cavando-se em finita dor, achava que um cavava o outro. Achando que faziam parte da mesma história, do mesmo conto infatil e poético. Mas o anjo estava ali, sempre à vista ditando espectros ilusórios para mais um pobre mortal, que ainda acreditava na salvação, na dissolução do material que apodrece em remorso e cores frias. É vida fria sim, fatídica e incoerente, mostrande os dentes para quem ousa acreditar na vitória. Não é mera hipocrisia dizer que o que o salva, também o condena. É ousadia acreditar em anjos, em salvadores, em amores puros. É pretensão achar que você "cava" alguém buscando o melhor dele e ele faz o mesmo buscando o melhor de você. Mas sim, tudo parece inevitável. sim, vocês são amigos. Apenas isso meu caro. Olhe para baixo e veja que metade do seu corpo afunda e que, a outra metade, pede socorro. O anjo é puro, não percebe o dom que tem. É tão puro que não percebe o mal que lhe causam. Os "homens" o traem, uasando de sua natureza bondosa para subjulgá-lo, enganando felicidades em matéria luxuriosa em rosa choque. Cada qual, tem seu anjo. Seu salvador. É tolice acreditar mas, todos tem. Um anjo que lhes vá resgatar, tirar do inferno gutural e cavernoso do dia pós dia, da busca frenética por um alguém. O anjo sempre está lá mas, nunca profetiza sua chegada. É apenas esperada, aguarda agustiantemente em cada noite que se passa sozinho. ele acreditou que aquele era seu anjo. Leve engano homem leviano. As asas azuis são vieram te resgatar. Vieram apenas assistir, a sua morte chegar.

On November 25 2007 Edit







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