foto: eu.

Curiosidade

Porque somos tão vulneráveis
E tudo nos entorpece
Tendo um semblante enigmático
Sendo vassalo de seu suserano
Ou apenas vassalo de si mesmo
O caminho em comum
Está na longitude desse céu ainda azul
Porque não podemos ver todas as estrelas daqui
E tudo se torna tão longínquo assim
Estamos aqui por um motivo especial
Como tudo pode ser ilusão
Imersos, ficamos nessa fortaleza
Querendo chegar a todas as respostas
Obtendo cada vez mais dizimas periódica
Pode ser desmoralizante
Mas sempre se tira um proveito
É a natureza de nova feição
Com motilidade para vender
Num vagar lãnguido
Uma convenção arbritária que impinge o aluno
Essa é uma nova era
Que prega pulular coisas reles
E o que todos chamam de mundo
Torna-se cada vez mais desalento
Surgindo com freqüência o encabulamento
De ser o que é
Até mais complexo que rabiscos na parede
Até mais singelo que qualquer sorriso
Porque nos debruçamos sob essa insignificância alheia
Nada mais é admissível
Nada mais é compreendido
Tal ignorância do vate


autora: Ana Caroline Módena.

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On August 23 2005 Edit






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